sexta-feira, 25 de novembro de 2011

DOURADOS: Campistas preparam novo retiro espiritual para fevereiro
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Está marcado para primeira quinzena de fevereiro o próximo retiro espiritual sênior que acontecerá no Sítio Maria de Jesus em Dourados.


A informação do padre Gregório Olapito Wuwur organizador dos acampamentos espirituais da Paróquia Nossa Senhora Aparecida do BNH Quarto Plano.

Esta é a oitava vez que o padre Gregório organiza o acampamento voltado para pessoas com mais de vinte anos de idade com a finalidade de proporcionar aos participantes a possibilidade de fazer novas descobertas acerca de si e da palavra de Cristo.

Conhecido como Campistas, os participantes do Acampamento ficarão durante cinco dias isolados numa área rural onde receberão os ensinamentos de preletores vindos de várias regiões do País.

Depois dos cinco dias os participantes retornam a para Dourados onde participaram de uma missa de encerramento quando serão recepcionados por familiares e amigos.

O padre Wuwur afirmou que foi elaborada uma extensa programação para 2012 com a participação de campistas dos grupos Israel, Pré-Mirin, Mirim, Sênior além do Encontro de Casais.

No dia dois de novembro foi realizada a missa de encerramento do Acampamento Espiritual Sênior na Catedral de Imaculada Conceição. A missa foi celebrada padre Rubens José dos Santos com a participação dos padres Adriano Van de Vem e Gregório Wuwur, diretor espiritual do acampamento.

Com a catedral totalmente lotada os campistas foram saudados por familiares e amigos numa demonstração de companheiros, solidariedade, acolhimento e fé em Jesus Cristo.

domingo, 1 de março de 2009

Acampamento Juvenil

Nos dias 20 a 24 de Fevereiro de 2009 foram acampar 111 jovens de 17 a 25 anos no sítio São José em Eldorado/Itaquiraí com a presença de Diretor Espiritual Pe. Gregorius Olapito Wuwur SVD e pregadores Tim e Sônia Tonelli e Luíz Torres. Estes Jovens são corajosos por deixar a festa de Carnaval para experimentar o amor de Deus na sua vida. A missa de encerramento foi em Itaquiraí/MS. Estes Jovens são de Eldorado, Itaquiraí, Dourados, Novo Horizonte do Sul e Campo Grande.

Primeiro Domingo da Quaresma

Homilia Primeiro Domingo da Quaresma

1 – Onde começa a segurança pública?
O tema da Campanha da Fraternidade trata da segurança pública. Por segurança pública entende-se a convivência social, na qual todos temos direitos e deveres, temos a garantia de viver decentemente, respeitando e sendo respeitados. Tudo aquilo que fere o indivíduo e lesa o bem-comum fragiliza a segurança pública. Todas as formas de violências enfraquecem a segurança pública, promovem medo e criam o risco de revanches e de vinganças. O lema da Campanha da Fraternidade – “A paz é fruto da justiça” – demonstra que não se trata, apenas, de criar dispositivos legais – embora sejam altamente necessários – e muito menos armar estratégias violentas para combater violências. O lema aponta um caminho, uma causa e uma conseqüência: só teremos paz na sociedade, (ou então, só teremos segurança pública), se houver justiça entre nós. A segurança pública, que no contexto bíblico pode ser traduzido por paz e justiça, não nasce em escritórios políticos ou policiais, mas no coração de quem cultiva a justiça. Uma pessoa injusta não é capaz de promover a paz.

2 - Anjo e fera duelam dentro de nós
Um dos ensinamentos de Jesus, em Mc 7,20ss, diz que aquilo que torna a pessoa impura não vem de coisas externas, mas daquilo que está no coração. É do coração que nascem as violências, as agressividades, as injustiças, os desrespeitos... O Evangelho deste Domingo ajuda-nos a compreender ainda mais tal dimensão interior quando fala que os anjos serviam Jesus e que Jesus convivia com as feras. Nosso coração pode ser servido por anjos, incentivando-nos a ser justos, ou dominado por feras, incentivando-nos a agir impulsivamente, sem controle, sem pensar, agredindo com palavras ou gestos, tomados por acessos de raivas ou atitudes violentas. Dentro de nós existe o duelo de anjos e feras, do lado bom e do lado agressivo, do lado pacífico e do lado violento. Esse conflito que existe dentro de nós aponta uma alternativa: ou nos deixamos servir pelos anjos, quer dizer, acolher a proposta divina --- ou --- deixamos que a violência cresça dentro de nós e nos torne ferozes (aquilo que é próprio das feras), violentos. Se nossos corações pensam e reagem como feras, não é de estranhar a precariedade da segurança pública em nossas cidades e no contexto nacional.

3 - O caminho do discipulado
As leituras apontam para a importância da educação na justiça e na paz, indicando um modo de aquietar o lado feroz, impedindo que a fera domine nosso coração. O salmista cantava que o modo para isso acontecer é caminhar nos caminhos do Senhor, é conhecer as estradas do Senhor, é se deixar orientar pela verdade do Senhor (...) porque o Senhor dirige os humildes na justiça. A verdade do Senhor, para nós, é o Evangelho. Aqui está a proposta que a Igreja faz a todos nós para que a segurança pública seja marcada pela paz, justiça e fraternidade. O caminho que se abre para nós nessa Quaresma é de deixar-se educar pela justiça e pela paz. Também pais e educadores, formadores de opinião pública, jornalistas, comunicadores... todos são chamados a ser converterem em promotores e educadores da cultura de paz e de justiça. Muita coisa já se faz, mas os efeitos são tão pequenos que se corre o risco de perder a esperança. A Palavra dessa celebração mostra Noé como homem de esperança que, apesar de toda calamidade pela qual passou, confiou e construiu uma arca que foi recompensada pela paz e pela aliança.

4 – Crer no Evangelho é condição da conversão
Nesse 1º Domingo da Quaresma existe um forte apelo à conversão. No Evangelho, Jesus faz um convite direto e claro pedindo que nos convertamos e creiamos na força transformadora do Evangelho. “Convertei-vos e crede no Evangelho”. A Igreja diz que nossa conversão deve refletir na segurança pública, favorecendo o bem comum de toda sociedade. Para a conversão acontecer é imprescindível crer no Evangelho, crer que o Evangelho tem uma proposta de vida capaz de transformar cada um de nós e é capaz de transformar a sociedade. Se é do interior que nascem as coisas menos boas da sociedade, é igualmente verdade que é do coração de cada um de nós que surgem as coisas boas, a justiça e a paz. Crer no Evangelho significa assumir o Evangelho como caminho de vida, como pensamento divino que fala em nós, que pensa dentro de nós. Muitos não entendem o que é conversão (e não se convertem) porque não crêem no Evangelho, não assumem o Evangelho como mentalidade de vida e, desse modo, é incapaz de converter seu modo de pensar com os pensamentos de Deus. Todo convite pode ser aceito ou recusado. Minha sugestão e conselho de amigo e irmão é aceitar o convite de crer que o Evangelho é o modo mais humano de educar-nos na paz e na justiça. Amém!